O Krav-Maga como Arte Marcial

Para entender o Krav-Maga como arte, precisamos entender todo o complexo que se chama arte marcial.

Explicar todos os elementos que existem dentro do Krav-Maga exigiria muito tempo e muitas páginas, basta destacar alguns exemplos simples para que possamos entender toda a criação do Imi. Não temos hoje nenhuma arte marcial, como o Krav-Maga, que é baseada em 15 princípios que explicam todo o lado filosófico e ao mesmo tempo todo o lado prático e operacional. Dentro dessas 15 regras Imi criou inúmeros movimentos, no Krav-Maga temos 38 golpes com a mão e o braço inteiro, isso é para sabermos atacar e ao mesmo tempo aprender e saber como se defender. Além disso Imi colocou dentro do Krav-Maga 78 chutes. O objetivo desse número tão alto de chutes não é apenas para sabermos chutar, mas também para que sejamos mais flexíveis, mais rápidos, mais fortes e para que possamos desenvolver um “instinto” de equilíbrio ao mais alto nível que existe. O não seguimento da ordem dessas técnicas nos ensina uma coisa muito simples, tudo o que fazemos são apenas movimentos aleatórios com o corpo, não uma arte, e menos ainda uma arte marcial.

Uma pessoa que é artista marcial e que vê pessoas que não conseguem controlar seus pés, saberá e entenderá na hora que tudo o que está vendo não passa de movimentos com o corpo sem nenhum valor.

Por outro lado, o Krav-Maga como arte marcial para defesa pessoal, tem como um dos seus principais objetivos o controle das emoções. Mas acima de tudo, trabalha da forma mais eficiente possível o aumento da capacidade de auto-confiança das pessoas. Isto afeta diretamente a capacidade de sentir medo. Diminui esta emoção, fazendo com que os nossos comportamentos sejam cada vez mais lógicos, ou deixando o cenário adequado para a aprendizagem desta lógica.

Quando estudamos a história pessoal de Imi conseguimos compreender o caminho genial para a criação do Krav-Maga e se nós quisermos ser artistas marciais de Krav-Maga devemos seguir o seu caminho.